Não é BD, mas tem tudo a ver!Li há pouco tempo um texto sobre o Vasco Granja e não dizia coisas bonitas sobre o programa dele na RTP. Isto levou-me a escrever este post sobre ele e partilhar com quem lê este Blog, e que já tem uns aninhos em cima, algumas considerações pessoais sobre o Vasco Granja e o seu programa “Cinema de Animação”, estreado em 1974.
Tendo eu crescido também na companhia do Vasco Granja e sendo eu hoje um fervoroso admirador de BD e de Cinema de Animação – no qual incluo os Cartoons ou Looney Toons – não posso deixar de recordar esses famosos "Koniec" (lê-se "Konieche"), os quais eu tanto abominava. É certo que pelo período, em Portugal, estes filmes de animação eram incontornáveis. Eu e todos que eu conhecia, adultos incluídos, não compreendíamos essa animação, achava-se até que era imprópria para crianças. Hoje, adulto, dou-lhe agora valor. Não quero dizer com isto que a aprecio, mas pelo menos conheço mais do que os Cartoons Norte Americanos pejados de um outro tipo de "violência" – reparem nas aspas, por favor. Nos EUA e nos países que importavam a sua cinematografia, a comédia ainda se apresentava um pouco na escola do grande Buster, e, claro, do Charlie Chaplin, entre outros: não havia nada melhor para largar uma gargalhada do que uma tarte na cara, um pontapé no traseiro ou um grande trambolhão; por isso, tentar de tudo para comer um canário, um Road-Runner, ou um coelho enxovalhar um pato era receita certa para rir.
Mas quero fazer justiça ao caro Vasco Granja, porque ele a merece. Ele trouxe-nos de tudo um pouco e sendo ele maestro do seu programa era justo que desse a conhecer coisas que ele gostava; e estou certo que outros também gostavam. Serviu para trazer a todos nós nem que fosse o conhecimento da palavra “Fim” em Polaco. Esquece-se, quem lhe faz criticas tão ferozes, que se conheceram Friz Freling, Hugh Harman, Ub Iwerks, Rudolph Ising e o resto dos muchachos do Leon Schlesinger’s Studio, e depois da Warner Bros. (com a MGM no meio do caminho) devê-lo-á agradecer ao Vasco Granja. Se sabe o que são as Merrie Melodies e os Looney Tunes e claro o nome do também grande Chuck Jones, a quem o deve? Ao Vasco, claro! Centenas de horas deste tipo de animação. A primeira vez que ouvi falar de Anime foi da boca do Vasco. Outro cinema de animação, como o Canadiano com o brilhante, genial, Norman McLaren (que eu também não gostava muito, mas hoje dou-lhe todo o valor- naquele tempo só gostava mesmo era dos Looney Tunes), foi de facto o Vasco, claro, quem mais?! Se a pronúncia do Inglês do Vasco Granja não era perfeita – como alguns o acusam – é porque ele não é Inglês! Criticam-no por explicar o filme antes do visionamento; pergunto: Não seria para que as crianças que ainda não conseguiam acompanhar as legendas o pudessem compreender melhor?
Na revista Tintin li grandes entrevistas levadas a cabo pelo Vasco Granja. Foi com o Vasco e com outros da sua geração que Portugal viveu o seu melhor período bedéfilo de sempre. Desde então, Cinema de Animação é uma miragem autêntica. Os canais de cabo têm animação para criancinhas o dia todo, é verdade; e elas gostam, é verdade.
A mim, agora que gostava de ver o que se faz por esse Mundo em animação, faz-me falta o Vasco.
PS: Aconselho a leitura de uma entrevista feita ao Vasco Granja em 2003 através do seguinte URL: http://www.amordeperdicao.pt/especiais_solo.asp?artigoid=119
Agradeço a foto colocada neste post ao amordeperdição.
Na revista Tintin li grandes entrevistas levadas a cabo pelo Vasco Granja. Foi com o Vasco e com outros da sua geração que Portugal viveu o seu melhor período bedéfilo de sempre. Desde então, Cinema de Animação é uma miragem autêntica. Os canais de cabo têm animação para criancinhas o dia todo, é verdade; e elas gostam, é verdade.
A mim, agora que gostava de ver o que se faz por esse Mundo em animação, faz-me falta o Vasco.
PS: Aconselho a leitura de uma entrevista feita ao Vasco Granja em 2003 através do seguinte URL: http://www.amordeperdicao.pt/especiais_solo.asp?artigoid=119
Agradeço a foto colocada neste post ao amordeperdição.












