sábado, 10 de maio de 2008

DETECTIVE COMICS

A Detective Comics não precisa de grandes apresentações para nós, apreciadores de comics, mas queria fazer aqui uma homenagem a uma das primeiras revistas deste género, que vingou de tal maneira que ainda hoje é publicada, sendo a mais antiga publicação do género com 844 números em 7 de Maio de 2008.
A Detective Comics é, pois claro, uma revista de Super-Heróis em Banda-Desenhada Norte Americana – a este género de revistas dá-se o nome de Comics – editada pela DC Comics que é uma das principais editoras do género nos EUA. A DC Comics é subsidiária da Warner Bros. Entertainment, do Grupo Time Warner, desde 1969. A DC Comics foi fundada em 1934 como National Allied Publications pelo histórico Malcolm Wheeler-Nicholson. O nome DC foi adoptado devido ao seu principal título, a revista que aqui me trouxe, Detective Comics.
Ao longo de várias décadas fez a felicidade da criançada, público alvo das suas publicações, e o terror dos seus Pais, que achavam que só traziam más influências aos seus susceptíveis rebentos. Primeiramente como comic antologista, foi a terceira publicação periódica da editora de Malcolm Wheeler. Endividado, MW foi obrigado a fazer seu sócio o dono da Distribuidora das suas publicações e por sua vez o contabilista deste último também, tendo então sido criada a Detective Comics, Inc. (DC); tudo isto para que MW pudesse saldar as suas dívidas e seguir com a sua paixão. Um ano depois MW foi forçado a sair.
O primeiro número foi para as bancas em Março de 1937 e incluía estórias no género “hard-boiled detective”(para quem não associa o género, aconselho a leitura do título editado pela Meribérica, Hard Boiled do fantástico Frank Miller e desenho do Geof Darrow). Este género era extremamente popular e pode-se ver isso nas capas dos primeiros números da publicação que ilustravam detectives. Também para quem já leu os saudosos Mundo de Aventuras, lembrar-se-á de heróis da altura como Dick Tracy ou mesmo Spirit (num outro tom). A Detective Comics número um estreava-se com um vilão, Ching-Lung (não, não é o Ling-Chung!) que era o arquétipo do Chinês amarelo malvado ao estilo Fu-Manchu; também Samuel Emerson “Slam” Bradley, que por sua vez fazia o estilo dos detectives caracterizados pelos filmes noir da época: barba-rija, cigarros, wiskey ou bourbon puro e beautifull dames. Este detective foi criação dos futuramente célebres Jerry Siegel e Joe Shuster (quem serão?!). Também debutava Cyrill “Speed” Saunders, mais um detective, mas este era um aventureiro; a personagem actual Hawkgirl é sua neta! Estes são os que merecem destaque, mas a revista trazia mais personagens. A capa é da autoria do Vin Sullivan, primeiro editor da revista.
O sucesso desta revista abriu as portas a um admirável mundo novo dos Comics.


Em Abril de 1938 surgia a Action Comics número um (a data na capa era Junho; já nesse tempo tinham essa mania!), com o Homem de Ferro (não, não é o Tony) na sua capa a erguer um automóvel. Este personagem merece um post só dele, devido à rica história sobre a sua criação (sabiam que o original era um homenzinho telepata careca e louco que lavrava a destruição pela humanidade?!). Seja como for, a Action Comics ainda hoje existe com mais de 850 números publicados. Quanto ao Super-Homem, o seu primeiro herói, teve direito a uma publicação só sua em 1939, mas isso é outra história…
Um apontamento: Foi oferecido por este Comic, em estado de conservação NM (Near Mint), o valor de 1.380.000 Dólares...é verdade, tudo isso! Não são conhecidos exemplares nesse estado (9.4 CGC). Existem cinco cópias em VG (CGC 4.0) e apenas uma em VF+ (CGC 8.5)! Em meados dos anos 90 foram vendidas duas cópias VG por 150.000 dólares; hoje estão avaliadas em 500.000 dólares cada um!


Detective Comics famosas:

Número 27 (Maio de 1939): foi a “first appearence” do Batman, que se chamava originalmente “The Bat-Man”, da autoria do escritor Bill Finger e do artista Bob Kane, pese o injusto facto de só ao Bob Kane serem dados créditos pela autoria.


Número 38 (Abril 1940): first appearence do Robin, sidekick do Batman. As vendas aumentaram exponencialmente ao aproximar os leitores alvos deste novo herói. Mais tarde o grande Stan “The man” Lee, em plena crise dos comics, não foi nada burro e adoptou a mesma estratégia para lançar o seu Homem-Aranha. Também é de referir que a esta era, que se caracterizou pelos novos heróis e respectivos sidekiks (Captain America e Bucky, os mais famosos a par dos referidos supra), é chamada Golden Age (Coleccionem Golden Age comics).


Número 225 (Novembro de 1955): first appearence do J’onn J’onzz, mais conhecido por Martian Manhunter, que dispensa mais apresentações.


Finalmente, nos finais dos anos 70 e inícios dos 80, a revista adoptou o formato expandido na publicação “Batman Family” e adicionou estórias de outros personagens, que não o Batman, a solo. Refira-se, em especial, a maravilhosa antologia “Tales of Gotham City” que nos trazia estórias das pessoas comuns de Gotham. Isto porque a “Batman Family” ultrapassou em vendas a Detective Comics e foi necessário dar um “empurrão” a esta última, para evitar o fantasma do cancelamento da publicação. Outra estratégia utilizada foi a criação dos (malditos) crossovers entre as duas revistas que terminavam cada respectivo número com os também famosos cliffhangers. Em 7 de Maio de 2008 foi publicado o número 844 da Detective Comics, com capa de Dustin Nguyen, escrito pelo Paul Dini e desenhado pela dupla Nguyen e Dereck Fridolfs.

É obra!

terça-feira, 6 de maio de 2008

LUCIFER MORNINGSTAR

Quando acabei de ler o tradepaperback "Season of Mists", da série "Sandman", fiquei intrigado com a história de Lúcifer, que se tinha “demitido” das suas responsabilidades de senhor do Inferno, entregando a chave do mesmo ao Dream of the Endless, o personagem principal da série "Sandman", um dos sete Endless . Fiquei muito entusiasmado quando surgiram os primeiros rumores de que a série "Sandman", devido ao seu absoluto sucesso, teria direito a um spin-off. Logo na altura pensei – e não é soberba da minha parte – que um excelente spin-off seria saber o que se passou e viria a passar com Lúcifer Morningstar. Para meu gáudio, o Neil Gaiman também pensou o mesmo: que a personagem que mais mereceria ter a sua própria revista seria o Lúcifer. A DC não achou muita graça à sugestão e levantou algumas questões (leia-se "objecções") ao desejo do Gaiman dar um título ao Mafarrico em pessoa. Sabe-se que nos EUA existem fortes grupos de pressão que se levantam em peso contra certas questões, em especial o sexo e a religião, e, vejamos, o Diabo retratado num comic não seria muito bem-vindo por esses referidos grupos. Isto traria à DC muitas dores de cabeça, ainda mais a morada da Vertigo tem, ou tinha, o número 666 na sua porta! Mas como muitos dólares compram muitas aspirinas e como o Gaiman insistiu e fincou pé nessa personagem, a DC decidiu então encomendar um camião cheio de ácido acetilsalicílico guiado por uma legião de preparados letigators para rebater qualquer cefaleia. Bem-dita a hora!


O Neil Gaiman ofertou ao Mike Carey, na foto, a responsabilidade de escrever esta série, que debutou em 1999 e durou até 2006 com 75 números publicados (11 TPBs com um stand-alone, “Lucifer - Nirvana”) pela chancela da DC/Vertigo. Ao contrário da série Sandman, que teve a colaboração de variadíssimos desenhadores, a série "Lucifer" teve a colaboração quase exclusiva do Peter Gross, do Ryan Kelly e do Dean Ormston nas odd-stories; o número 50 trouxe o Phillip C. Russel (conhecido nos EUA por ter sido o primeiro comic artist a se ter assumido Gay, e cá por nós, que não ligamos ao que os outros gostam ou não gostam, por desenhar o Elric do Roy “the Boy” Thomas); este número 50 foi uma homenagem ao Sandman número 50.


Basicamente, sem spoilers, conta a história do Arcanjo Samael e de como ele se tornou Senhor do Inferno e como e porque ele se fartou de o ser. O Arcanjo preferido de Deus revoltou-se e apoiado por uma legião de outros Arcanjos, Serafins, Anjos e Querubins travou uma guerra contra a facção fiel a Deus, comandada pelo seu irmão de criação, Michael Demiurgos, o Primeiro de Deus. Até aqui todos nós, de uma ou outra maneira, já conhecíamos a história. Após muitos e muitos eons como governante do Inferno, nunca resignado ao seu destino, decidiu desafiar novamente a ordem vigente e criar o seu próprio universo, onde é absolutamente proibido adorar o e quem quer que seja. Abandonando o Inferno, vem para o nosso mundo e abre um bar em Los Angels com o nome de Lux (humm…eu acho que é em Lisboa, mas o Manuel Reis não é nada parecido com este nosso personagem, baseado no personagem criado por Milton no seu “Paradise Lost”) acompanhado por uma poderosa e angustiada amante, Mazikeen, filha de Lilith, a primeira mulher da história do mundo, começa a desenrolar-se de forma complexa, em que mistura religiões, crenças, mitos e seus personagens, numa panóplia de acontecimentos que envolvem alguns dos habitantes deste mundo real, que também trazem surpresas e são, por sua vez, personagens principais no desenrolar da trama. Desde conhecermos figuras míticas de religiões passadas; Demónios cujo nome já os nossos bisavós não conheceram; hordas de Infernos de outras religiões já também há muito desaparecidas; o verdadeiro nome hebreu de Deus, impernunciável segundo os mais devotos, por ser demasiado sagrado: Yahweh; figuras que ainda hoje são parte integrante das nossas religiões e que das quais não sabemos muito, etc, et etc. Conhecemos um Inferno diferente daquele retratado pelo Catolicismo ou mesmo por Dante e conhecemos também uma história teológica do Homem e da criação do Mundo e do Universo muito bem engendrada pela pena do Carey. É um festival de arte misturado com argumentos para quem gosta de pensar e de cruzar conhecimentos.


Na minha opinião será imperativo ler o TPB “Season of Mists” da série "Sandman" e só depois começar a ler o primeiro da série Lúcifer. Preparem a carteira, pois se lerem o primeiro, só param no último. Considerada como uma das melhores séries de comics de sempre, pelos leitores, é um must-read indeed para qualquer amante desta arte.


Podemos ler outros títulos com este personagem: “Secret origins”; “Demon” vol.3; “Spectre” vol.3; “Hellblazer” vol.1; “The Witching” vol.1.

Imperdível!




quarta-feira, 30 de abril de 2008

WARREN ELLIS: TRANSMETROPOLITAN

O Warren Ellis é mais um Britânico de (muito) sucesso no universo dos comics, nascido em 1968, começou nestas andanças nos inícios dos anos 90 na revista Deadline; também, no início, deu o seu contributo a personagens como o Judge Dread, mas o seu primeiro trabalho on-going foi para a revista Britânica Blast! com a série Lazarus Churchyard. Esta série é o início da contínua e distópica visão do futuro que o Warren adopta para as suas séries, exemplo é a série que me traz a este post, mas já lá vamos…
Na Marvel iniciou-se no efémero título Hellstorm: Prince of lies em 1994, mas foi com a série Excalibur que Ellis mais se notabilizou. Também trabalhou para a DC, para a Caliber e para a Image Wildstorm onde o seu Gen13 foi um sucesso e que acabou, por sua vez, nas mãos da DC. Em 1999, a série Planetary, com os fantásticos desenhos do John Cassaday, atingiu também níveis de sucesso elevados; também é de referir a série Authority. Mais trabalhos do Ellis mereceriam aqui destaque, em especial os mais recentes no main-stream, mas o que me trouxe essencialmente a este post foi uma série que apesar de já “antiga” ainda merece muito destaque:


TRANSMETROPOLITAN! Esta série iniciada em 1997 pela mão da DC Helix inprint, mas com os direitos pertencentes ao autor, começou com três comics, tendo depois passado para a Vertigo que a levou até ao seu fim em 2002. A estrela da série é um jornalista mucho loco de uma América do Norte futurista e muito distorcida: Spider Jerusalem. O início da estória apresenta o personagem guedelhudo com fortes parecenças ao Alan Moore na sua fase eremita (será que é uma homenagem?!). O humor negro e sarcástico misturado com doses elevadas de loucura, misturado numa fauna inserida num futuro completamente distópico, preenchido por humanos farmo-geneticamente e electro-mecanicamente alterados criam um cenário digno de se ver. Desenhado pelo Darick Robertson, é um must-read para quem gosta de fugir um bocado ao main-stream e se delicia com argumentos mais negros.


Reeditados, por várias vezes, em TPB, são 10 números mais um número 0 (que deverá ser lido em último lugar). O primeiro TPB, apesar de poucas páginas (só tem 3 dos 60 comics publicados) tem um papel muito bom; infelizmente os seguintes não tiveram a mesma sorte, o papel é semelhante ao apresentado na série Hellblazer/Constantine, o que faz perder um bocado a cor e a luz sumptuosa que supostamente deveria apresentar…o que é uma pena! No entanto, eu aconselho-o veementemente.

Com este post encerro o Mês de Abril…13 dava azar :-) … o primeiro de, espero, muitos mais meses de posts onde partilho o meu gosto por esta fine art.

terça-feira, 29 de abril de 2008

VASCO GRANJA E O "CINEMA DE ANIMAÇÃO"

Não é BD, mas tem tudo a ver!


Li há pouco tempo um texto sobre o Vasco Granja e não dizia coisas bonitas sobre o programa dele na RTP. Isto levou-me a escrever este post sobre ele e partilhar com quem lê este Blog, e que já tem uns aninhos em cima, algumas considerações pessoais sobre o Vasco Granja e o seu programa “Cinema de Animação”, estreado em 1974.


Tendo eu crescido também na companhia do Vasco Granja e sendo eu hoje um fervoroso admirador de BD e de Cinema de Animação – no qual incluo os Cartoons ou Looney Toons – não posso deixar de recordar esses famosos "Koniec" (lê-se "Konieche"), os quais eu tanto abominava. É certo que pelo período, em Portugal, estes filmes de animação eram incontornáveis. Eu e todos que eu conhecia, adultos incluídos, não compreendíamos essa animação, achava-se até que era imprópria para crianças. Hoje, adulto, dou-lhe agora valor. Não quero dizer com isto que a aprecio, mas pelo menos conheço mais do que os Cartoons Norte Americanos pejados de um outro tipo de "violência" – reparem nas aspas, por favor. Nos EUA e nos países que importavam a sua cinematografia, a comédia ainda se apresentava um pouco na escola do grande Buster, e, claro, do Charlie Chaplin, entre outros: não havia nada melhor para largar uma gargalhada do que uma tarte na cara, um pontapé no traseiro ou um grande trambolhão; por isso, tentar de tudo para comer um canário, um Road-Runner, ou um coelho enxovalhar um pato era receita certa para rir.
Mas quero fazer justiça ao caro Vasco Granja, porque ele a merece. Ele trouxe-nos de tudo um pouco e sendo ele maestro do seu programa era justo que desse a conhecer coisas que ele gostava; e estou certo que outros também gostavam. Serviu para trazer a todos nós nem que fosse o conhecimento da palavra “Fim” em Polaco. Esquece-se, quem lhe faz criticas tão ferozes, que se conheceram Friz Freling, Hugh Harman, Ub Iwerks, Rudolph Ising e o resto dos muchachos do Leon Schlesinger’s Studio, e depois da Warner Bros. (com a MGM no meio do caminho) devê-lo-á agradecer ao Vasco Granja. Se sabe o que são as Merrie Melodies e os Looney Tunes e claro o nome do também grande Chuck Jones, a quem o deve? Ao Vasco, claro! Centenas de horas deste tipo de animação. A primeira vez que ouvi falar de Anime foi da boca do Vasco. Outro cinema de animação, como o Canadiano com o brilhante, genial, Norman McLaren (que eu também não gostava muito, mas hoje dou-lhe todo o valor- naquele tempo só gostava mesmo era dos Looney Tunes), foi de facto o Vasco, claro, quem mais?! Se a pronúncia do Inglês do Vasco Granja não era perfeita – como alguns o acusam – é porque ele não é Inglês! Criticam-no por explicar o filme antes do visionamento; pergunto: Não seria para que as crianças que ainda não conseguiam acompanhar as legendas o pudessem compreender melhor?


Na revista Tintin li grandes entrevistas levadas a cabo pelo Vasco Granja. Foi com o Vasco e com outros da sua geração que Portugal viveu o seu melhor período bedéfilo de sempre. Desde então, Cinema de Animação é uma miragem autêntica. Os canais de cabo têm animação para criancinhas o dia todo, é verdade; e elas gostam, é verdade.


A mim, agora que gostava de ver o que se faz por esse Mundo em animação, faz-me falta o Vasco.


PS: Aconselho a leitura de uma entrevista feita ao Vasco Granja em 2003 através do seguinte URL: http://www.amordeperdicao.pt/especiais_solo.asp?artigoid=119
Agradeço a foto colocada neste post ao amordeperdição.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

As Cidades Obscuras: A Fronteira Invisível.




Este álbum é o número dois da série. Como sabem só foi editado o número um em Portugal, com a chancela da Witloof.

Se quiserem ler o final da estória e não dominam o Francês, aqui está uma boa oportunidade de o fazerem, mas em Inglês. Aonde? Na Amazon.com, pois claro! Espero que os tipos me comecem a pagar alguma coisita :-) pela publicidade.

Eu já tenho o meu a caminho; custou-me $13,46 mais portes e só lá ficaram mais dois..."more on the way" dizem eles...mas não acreditem muito nisso!

VALERIAN, ENCORE






Sabendo dos preços praticados no mercado alfarrabista e de leilões do álbum "Os Círculos do Poder", encontrei na Amazon.com este álbum com o ciclo completo em edição Hardcover. Só existem três e o preço é bastante apelativo: $12,91, mais portes. Este álbum triplo contém os títulos "Sobre as Fronteiras"; "As Armas Vivas" e "Os Círculos do Poder". Para quem não se importar de não ter na colecção o álbum da Meribérica, esta será a melhor e mais barata hipótese de ler o melhor dos três. Apressem-se!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

METABARONS: ALPHA/OMEGA

Quando li o álbum da VitaminaBD "Castaka: Dayal, o primeiro antepassado" lembrei-me do TPB da Humanoids Publishing que tinha adquirido por volta do ano de 2003. Este TPB está disponível através do site da Humanoids Publishing e estes caracterizam-no assim: "Travis Charest, Juan Gimenez, and Moebius all come together in this must-have Metabarons special! Metabarons: Alpha/Omega is a celebration of the series' past, as well as a look into its future. Featuring short stories as well as missing pages from Incal and Metabarons, all written by Metabarons creator, Alexandro Jodorowsky, Alpha/Omega is an important history lesson for any fan, new or old. This is the first-ever published Metabarons material by Travis Charest, in a story that leads into his upcoming projects featuring the characters. Also appearing is the story "The Crest of the Castaka," by Jodorowsky and Gimenez, which tells the origin of the tattoo that adorns the chest of every Metabarons, as well as pages by Moebius and Gimenez that have never seen print in America. Metabarons: Alpha/Omega is the perfect place for new Metabarons fans to see why the series has gained such critical acclaim from creators such as Warren Ellis. And Travis Charest fans are sure to turn out en masse to see what is sure to be some of the best work in his already illustrious career. Cover by Charest. There are nine pages of beautiful art by Travis Charest, plus the cover and a gorgeous pin-up. You'll also find twenty-four pages created by Gimenez and eight pages of incredible art by Moebius - all of which have never seen print in America!"



Para rematar, se são realmente fans da série, então não podem deixar de ler este TPB e deslumbrar os fantásticos desenhos do Gimenez (Juan) e ter uma ideia real do que poderia ter sido o álbum se desenhado por este na vez do Das Pastoras; isto porque existem cenas que são iguais às do álbum. Claro que também terão o absoluto prazer de ver o desenho do Moebius e – talvez pela primeira vez, se não conheceram a série Wildcats – os fantásticos desenhos do Canadiano de 39 anos, Travis Charest (também autor das duas capas aqui retratadas). A não perder.