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quarta-feira, 4 de junho de 2008

FELL: Feral City

Não é estar “sempre a bater na mesma tecla”, mas quando estou especialmente interessado num certo autor ou artista (por motivos de ter lido algo que me tenha agradado muito), tenho a tendência para me entrosar nas suas obras até me fartar e então mudar de ares. Neste caso mato dois coelhos com uma cajadada só.

Em posts anteriores já tinha feito um perfil de ambos os intervenientes responsáveis pela criação desta pequena obra-prima hard-boiled – Warren Ellis e Ben Templesmith – por tal apenas vou-me debruçar no personagem e sua estória.Richard Fell é um Detective que por razões ainda por apurar, mas que não foram as melhores, viu-se exilado numa zona muito bera, Snowtown, da grande cidade (que não é especificada). A imagem “o outro lado da ponte” é uma constante para lhe fazer lembrar, e a nós também, de uma outra vida com certeza mais glamorosa do que esta que agora vive. Richard Fell, qual Dante, explora e esmiúça este Inferno que é “o outro lado da ponte”, vivendo situações de intenso perigo pessoal. Incorporado numa esquadra desfalcada de operacionais – 3 homens e meio – e comandada por um Capitão que, ridiculamente, acredita nas artes mágicas como forma de ver resolvidos os infindáveis casos que afogam a dita esquadra – tal é o desespero que transformou o comandante num alucinado consumidor de barbitúricos – o nosso anti-herói aparece como um reforço de luxo mas ainda pouco acreditado como tal.

O traço do Ben Templesmith é também personagem principal, ao criar um cenário tão sombrio que por si só descreve o buraco deprimente e perigoso que é aquela parte da Cidade. Warren Ellis escreve short-stories nas quais, em cada uma, constrói o carácter dos personagens e dá-nos um caso policial com princípio meio e fim; cada um mais estranho e improvável do que o anterior e onde a máxima do Detective Richard Fell se aplica muito bem: “toda a gente esconde alguma coisa”.

É um reviver dos policiais negros da década de trinta muito adaptado à realidade actual e mais obscura que se poderia encontrar; o estilo Hard-Boiled no seu melhor. Editado em TPB, com capa alternativa (imagem abaixo), pela Image faz agora um ano, contém oito pequenos contos, perfazendo um total de 128 páginas de muito boa – arrisco: excelente – literatura bedéfila.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ben Templesmith


Já que se anda a falar tanto nele, por diversos motivos (aconselho a leitura do post no Blog http://nona-arte.blogspot.com/ e também no http://bongop-leituras-bd.blogspot.com/), decidi aqui também falar do rapazinho.

É um jovem de 30 anos, Australiano, que debutou na Image como artista no título Hellspawn em 2002. Não demorou muito a dar nas vistas e a criar a sua própria série, também em 2002: 30 Days of Night na IDW (Idea and Design Works). Mora em San Diego, na Califórnia, onde o podemos ver a deambular, quando não sentado na IDW, na San Diego Comic Con (a quem eu aconselho, também, a visitar um dia e respirar comics à séria durante pelo menos um dia e ver a “Loucura Americana” ao vivo).

Em parelha com Steve Niles é espectacular e a solo também se safa muito bem, mas isto são gostos…e normalmente não se discutem. O Ben é bastante controverso quanto ao estilo, mas consensual quanto à qualidade do que produz. Tem cerca de 15 livros publicados; procurem-nos e leiam-nos que valem bem a pena, julguem-nos, critiquem e comentem por vocês neste post (ou noutro).