

A “Old Albion” tem nos trazido muitos dos grandes nomes da escrita de comics; nomes como Alan Moore, Grant Morrison, Neil Gaiman e outros, muitos outros, trouxerem aos comics uma maturidade muito bem-vinda pelos leitores que, também mais maduros, já ansiavam por guiões mais elaborados onde a figura dos homens em cuecas por cima do spandex ganhasse outra dimensão e profundidade. Os comics para adultos, onde o CRÁS, BANG, SWOSH e outras omanatopeias caíram e foram substituídas por silêncios que emanam emoções, atingiram um patamar tal que começaram a ser considerados “leituras sérias” e admitidas nos best-off da literatura (Watchmen). Também é justo referir que esta escola se apoia em velhinhos onde essa preocupação era já evidente. Aqui é incontornável o nome do absolutamente brilhante Will Eisner; mas este terá o seu próprio e futuro post neste Blog.
O Garth Ennis, que fez este ano 38 aninhos e é Irlandês do Norte – ou da Tuaisceart Éirean, no idioma local – começou a escrever para comics no ido

Mas o que me trouxe a este post, com o Garth Ennis, foi a recente série “The Boys”. A imagem que abre este post é a do TPB número 2. Sem fugir à sua regra, acentuando-a até, esta série é de uma brutalidade absoluta, onde os sotaques Escocês, Cokney (devidamente explicado, quando aplicado), Norte-Americano (dependendo do Estado), Francês, ganham vida através dos personagens que nela figuram. Os Super-Heróis são uns tipinhos execráveis que necessitam de ser açaimados e chamados à atenção, quando necessário (e quando não, também). Aí entram os Boys (e girl) do Billy, dono de um bulldog bem sacana chamado Terror, e também dono de um humor negro como o breu; em suma, um FdP com quem acabamos por simpatizar (!). Patrocinados pela CIA, estes tipos vão dar uns cascudos fortes e feios no pessoal do spandex e capinha esvoaçante, que em geral não passam de uns escróques sem moral, passo a redundância.
Editado pela Dynamite em TPB, já com dois números disponíveis, é um must-read indeed. Preparem-se para muito sangue, sexo (homossexual, em grupo, bi-sexual, animal, heterossexual com raiva, etc), mais sangue…e mais sexo, tudo isto com um argumento excepcional. O traço é do Darick Robertson (deste trarei, brevemente, um post sobre outra excelente série: Transmetropolitan).